Você já se pegou pensando em quantas lembranças ruins têm deixado dominar suas ações? Elas vêm, às vezes, como um filme da sua vida, mas onde só aparecem os maus momentos e que conseguem te desmotivar e chegam a apertar o seu coração. Mas será se vale à pena continuar vivendo assim, deixando essas emoções negativas direcionarem seus pensamentos e até suas ações? Eu acho que não. Mas como arrumar essa bagunça no seu coração?
Creio que quando falamos de emoções, uma boa comparação seria com a organização de uma casa. Sabemos que não dá para fazermos a comida, estendermos a roupa lavada e limpar o armário ao mesmo tempo. Isso vale para o que eu chamo de organização das emoções. Não dá para limparmos as mágoas, esquecermos as frustrações e diminuirmos o aperto no peito ao mesmo tempo. É preciso que escolhamos aquilo que mais está nos incomodando e, a partir daí, você detalha como isso tem te afetado.
Por exemplo, no meu caso as mágoas têm sido meu maior incômodo e refletindo sobre isso detalhei os motivos. Elas geram desconfiança nas minhas relações e fazem com que eu haja diferente do que a minha essência faria, ou seja, eu me torno um ser humano pior porque acabo falando ou agindo de acordo com os pensamentos frutos das mágoas e não como o meu "verdadeiro eu" faria ou reagiria.
Desta forma, eu identifiquei o que mais estava me incomodando em relação às emoções e passo a ter meios de como modificar as minhas reações e sair daquele ciclo vicioso de "pensamentos negativos, amplificação do problema e ação reativa". Algumas ferramentas que têm me ajudado a sair desse ciclo são a manutenção de um caderno terapêutico, a diminuição dos níveis de ansiedade e a criação da minha melhor versão.
Hoje eu quero que você identifique a emoção que mais tem apertado seu coração e por que e quando esse sentimento vem à tona, ou seja, o que você tem dado poder para te adoecer ou para diminuir suas conquistas. Assim, penso que não adianta fugirmos do problema, mas, sim, identificá-lo para conseguirmos tirar todo e qualquer poder que ele tenha sobre nós.
Arrumar a "bagunça do coração" dói um pouco, mas, assim como na arrumação da casa, você vai se focar em um cômodo por vez, e, no final, estará feliz e orgulhosa por tudo que conseguiu fazer!

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